terça-feira, 29 de maio de 2007

Metal contra nuvens

Hoje vi um dos grande espetáculos da natureza! Vi a chuva se formar, acho que todos deveriam ter essa oportunidade de ver alguns espetáculos da natureza, não apenas para ver, mas para contemplar a própria existência.

Ver acontecimentos da natureza me fazem refletir sobre o tamanho da humanidade, as possibilidade dela! Nosso desejos, nossas âncias e vontades e principalmente nossas prioridades. É impressionante como as novas gerações se ausentam das discussões não querem participar de nada não querem discutir nada, a geração "Malhação". Isso é uma generalização mas é também uma tendência triste.

Acho devemos buscar novos caminhos para essa geração, a educação sim mas menos mercadológica, menos tecnológica as escolas públicas tem lutado por laboratórios de informática, as bibliotecas estão as traças literalmente.

Precisamos de filosofia, sociologia, de algo que faça nossas novas gerações pensarem; contemplem esse mundo e compreendam a distinção entre o que se é e o que se deveria ser, entre as núvens e o céu. Contemplar as ações da natureza me fazem pensar nisso tudo, não sei se é bom mas me faz diferente!

Só para encerrar gosto de algumas situações da natureza acho que as pessoas deveria observar pelo menos uma ver por ano (peno menos): Um tempestade se formar, o Sol nascer no mar, uma maré alta na foz de um rio. E pelo menos uma vez na vida o por do Sol no Guaiba(mas quero ver de novo).

sábado, 26 de maio de 2007

Saudade

Saudade
sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável. Definição de dicionário. Mas se é uma relação com o já vivido como podemos ter saudade do que definitivamente não vivemos.

A momentos que parece que a sociedade entre e uma onda saudosista de que tudo o que vivemos hoje está em decadência, na música, no futebol, nas corridas, na dramaturgia, na humanidade. A cultura de massa nos massacra com uma invasão de coisas novas, de ídolos novos que vão e vem tão rápido que programas como "Por onde anda?" já não fazem sentido deveriam se chamar: "Quem se lembra?".

Sendo bem simplista na antiguidade clássica se compreendia o tempo em eras a do Ouro, da Prata a do Bronze e por fim a do Ferro. Acho que entendemos a nossa realidade como essa eras no passado viveram os grande heróis os grande ídolos que realmente fizeram a diferença que transformaram o mundo que viveram.

Nos como legítimos membros da era do Ferro nos vemos como o metal embanhado em maresia uma época decadente, sem grandes feitos sem grandes feitos sem grandes herói sem grandeza, simplesmente existindo.

"Mas é você que ama o passado e que não vê!
Mas é você que ama o passado e que não vê
Que o presente sempre vem"

Acho que tentamos olhar o passado sempre com um ar de melancolia de desejo de viver perto das ações que nos compuseram, é verdade que o capitalismo transformou tudo em produto inclusive a arte, que a cada semana tem coisas novas para serem vendidas, em uma semana acontece tanta coisa que não da tempo de saber o que é relevante, importante, o que realmente fará diferença. Como não dá tempo de saber o que dá pra se fazer a partir de agora nos apegamos ao passado queremos voltar no tempo, dizemos que nascemos na "Época errada".

Desculpa para não aceitarmos que temos responsabilidades nesse mundo que precisamos sim fazer a diferença não vivemos em um mar de rosas, nossas ações levaram o mundo onde ele está agora e precisamos fazer a diferença! Se o passado serve pra alguma coisa é para nos inspirar, o olhar saudosista não serve para nada se não provocar o desejo de fazer algo de tentar algo de ser algo.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Prá não dizer que não falei das flores!

Não sou muito conhecedor de música mas alguns blogs que gosto muito tem tratado dos saudoso Festivais de Música que tanto mexeram com a MPB nas décadas passadas antes da invasão do Sertanojos e Pagodeiros vendedores de disco dos anos noventa.
Dando crédito aos senhores e ilustríssima senhora Alessandra Alves, Rodrigo Mattar(não é o ator) do Blog Saco de Gatos, L.A. Pandini que reproduzo aqui seu relato sobre a Música "Verde".
Se deliciem
"Festival dos Festivais" teve algumas coisas interessantes e revelou "Verde", de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto, interpretada por Leila Pinheiro.A idéia da música surgiu durante um comício pelas Diretas Já na Praça da Sé, em 1984. Outras explicações são desnecessárias: basta ler a letra para perceber o espírito e a época que ela retratava. Uma canção maravilhosa, otimista, de altíssimo astral − até porque sua mensagem não precisa necessariamente ser interpretada sob o ponto de vista político. Eu daria tudo para ouvir esta música sendo interpretada por Elis Regina. Imaginem Elis, essa mulher, cantando a letra abaixo:
Quem pergunta por mim
Já deve saber
Do riso no fim
De tanto sofrer
Que eu não desisti
Das minhas bandeiras
Caminhos, trincheiras, da noite
Eu, que sempre apostei
Na minha paixão
Guardei um país no meu coração
Um foco de luz seduz a razão
De repente a visão da esperança
Quis esse sonhador
Aprendiz de tanto suor
Ser feliz num gesto de amor
Meu país acendeu a cor
Verde, as matas no olhar, ver de perto
Ver de novo um lugar, ver adiante
Sede de navegar, verdejantes tempos
Mudança dos ventos no meu coração
Verdejantes tempos
Mudança dos ventos no meu coração"
Remeto a quem me lê (isso existe?) será possível ser saudosista do que não vivi?

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Ventoria

Ar enfim o frio, nada como dias nublados e frios pra melhorar os dias. Adoro dias assim, dizem que é coisa de mau humorado gostar de dias nublados, chuva coisa e tal, só confirmam que gosto. Bem acho mesmo é que não conheço o frio de verdade pra poder dizer isso. Já fiz uma piada (de autoria de Alessandra Alves) sobre a relatividade do frio.
Na grande Vitória quando se pergunta como está o tempo (mineiro a adoram saber isso) o correto seria responder: Está ventando, porque nada é mais certo nesta terra que aqui venta, até mesmo o principal monumento da região é o ConVento(também a piada é infame, mas não resisti). Mas acho que que estamos com uns 18°C e isso pra nos é motivo pra sairmos de sobretudo e casaco de lã! Mas está ventando e a humidade relativa reduziu um dos cartões de visitas mais famosos da Grande Vitória: o Minério de ferro.
Esse ano as famosas "águas de Março" não vieram fechar o verão mas o vento estava aqui carregando consigo as partículas do metal mais importante da humanidade desde a antiguidade, o vento é verdade é o elemento da condução da força motriz, da tragetória. Trouxe os portugueses até aqui! Agora chove e o minério escorre as calçadas.
Ta mas estava falando de frio, e que capixaba não conhece frio de verdade com 23 graus já é suficiente para por para fora tudo quanto for agasalho. Talvez apenas uma tentativa de ser algo que não é se mostrar diferente.
Mas uma coisa é engraçado no sul do país ele dizem que tem um vento chamado de "minuano" que coisa esquisita em pensei! Dar nome pra vento, o vento vem e e falamos a direção de onde ele veio, vento nordeste(com muito ferro), norte (mais ferro), leste (poeira e ferro), oeste(chuva e ferro), sul (frio e ferro nas calçadas). As vezes é porque eles não tem tanto vento assim! E como as vacas se você tem umas três vaquinha dará nomes a elas:Mimosa, Clotilde... mas se você tem meio milhão de cabeças de gado nem se cogita a ideia!
Bem assim vamos de vento em popa! E muito ferro na mesma direção!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Cidade Dormitório

Vila Velha o melhor lugar pra se viver!!!!
472 anos de existência parabéns!
Dizem que viver é a coisa mais rara que tem a maioria apenas existe. Se isso é verdade e se posso estender isso para as cidades posso dizer que VV apenas existe não vive, o cidadezinha sem nada pra se fazer. O título de "dormitório" não é por acaso.
Se existem cidades que não são feitas para pessoas viverem apenas trabalharem VV foi construída para não se ter NADA.
Já fiz relações disso com diversos problemas como violência e tantos outros problemas mas vamos falar desse feriado: Como é data oficial temos uma parada militar. Até ai tudo bem, normal num pais onde o Estado se fez antes da Nação (é apenas um exagero de caracterização) e depois uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça!!!!

Tudo bem legal ver aviões passando pra lá e pra cá, deixando um rastro pelo caminho. MAs todo mundo olhando pra cima feito vizinhança procurando o doido pelado no alto do coqueiro, isso lá é comemoração??? Onde estão os eventos de comemoração? A VIDA CULTURAL PELO AMOR DE DEUS?!?!?!?!?!?!?!

Desculpe eu não consigo evitar, sim a cidade tem dezenas de outros problemas não nego, alias a periferia não recebeu nem um oi das autoridades nessa "festa", mas não se pode querer que seja essa "a melhor cidade para se viver" se não se tem nada pra se fazer,nem mesmo em um dia em que a ideia e se comemorar, aproveitar atividade na cidade que não são possíveis nos outros dias.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Limpeza de Inverno

Arrumei meu quarto! Bem falar isso soa muito adolescente eu sei, não vou negar isso na onda do "envelhecer não é legal" sou um aborrescente persistente. Mas falando de arrumar o quarto não faço isso desde a minha entrada na faculdade(isso também tem muito tempo) sempre com aquela desculpa "acho tudo que procuro".
A verdade é que o problema não são as coisas que procuro e sim as que deixo de procurar, de usar mas por algum motivo algum desejo inconsciente algum maldito desejo materialista me impede de jogar fora, de desentulhar a bagunça as roupas que não uso mais os BRINQUEDOS que não brinco mais!
O impressionante é como essas limpezas me remetem a um passado a infância e a momentos de inesquecíveis do segundo grau, sempre pude dizer que tenho uma memória abençoada lembro de coisas que praticamente só eu lembro, minhas irmãs gostam de dizer que invento as coisas para que ele as fiquem com cara de bobas. Mas as vezes, enquanto eu narro os acontecimentos, elas fazem caras e bocas lembrando os "acontecidos" quando as coisas são digamos, comprometedoras elas reagem de forma agressiva.
Nessa arrumação encontrei um óculos (eu e meus óculos) um Ray Ban muito velho mesmo, com as pernas muito tortas e lembrei quem os entortou. Ao mostrar a minha irmã ela não se lembro dele (nuca tinha visto), mas ai eu disse que foi ela quem estragou o óculos. Batata ela reagiu com cara de "se eu não lembro eu não fiz" mas no fundo eu fiz e me mandou tomar onde não devo dizer!
Bem não ia cobrar dela (tenho fama de pão duro), mas ela sabe que não inventei não sou de fazer isso! Mas gosto de lembrar das coisas dos momentos das situações do passado, acho que é por isso que não consigo largar com muita facilidades dos entulhos do meu quarto. Guardo sim e não tenho vergonha mas não posso mentir nem sempre vou achar as coisas só posso garantir que elas estaram lá!

sábado, 19 de maio de 2007

Óculos e aparelho

Sempre fui um aluno CDF, do tipo que nunca deixava tarefa sem fazer, que fazia questão de fechar o quanto bimestre com média 10, do tipo que não ligava pra educação física, levava o livro pra quadra.
Tinha uma coisa que não me colocava dentro do padrão, algo que me distanciava que me permitia um distaciamento, uma diferenciação do grupo. Não usava óculos, tinha dentes encavalados, cabelos arrumados e camisa sempre para dentro da calça. Mas não usava óculos isso não me fazia mais bonito muito pelo contrário.
Mas um dia já no segundo grau algo aconteceu! Já tinha uma coisa me incomodando não percebia o ônibus nos suas bandeiras. Mas tinha duas desculpas: a primeira é que como eu estava em bando (sabem como é estudante) então ia com a galera! Depois as placas dos coletivos não eram nada fáceis de ler!
Um certo dia sai do meio da galera fui com um camarada não me lembro fazer o que e tivemos que esperar o ônibus em outro lugar! Ao longe vi o vulto já desconfiava da minha pequena deficiência visual mas não considera algo sério perguntei ao camarada e ele meio titubeante confirmou. Sem delongas demos sinal, quando o veiculo chegou perto escutamos gritos de ironia (pra sermos educados). Então percebemos que demos sinal para um Caminhão de Lixo.
Não havia mais como negar estava míope. Meus pais conversaram com um amigo dono de óptica, fiz o exame e desde então entrei para o mundo dos que enxergam o mundo por trás de uma par de paredes de vidro. Não foi problema pra me adaptar, na verdade foi até melhor achei que fiquei menos ruim com o adereço, não conheço alguém que tenha se adaptado tão rápido quanto eu! Coloquei os corretores e não tiro para praticamente nada, já esqueci de tirar até para dormir e para tomar banho.
É engraçado como algumas coisas perdem importância depois de certa idade se usasse aparelho e óculos aos 11 anos é quase uma hecatombe!!! Principalmente para um adolescente maníaco depressivo como eu fui! Hoje levo numa boa. Alias nos últimos anos já se perdeu muito das tradicionais babozeiras com referencias aos óculos.